terça-feira, 15 de novembro de 2011

ATIVIDADE PARA TÉCNICO II E III 17\11

Colégio Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva
Professora Karen
Redação Técnica
Atividade dia 17/11/2011
TÉCNICO II e III

DICAS PARA ESCREVER A DISSERTAÇÃO: 1ª ATIVIDADE: LEIA TODOS OS TEXTOS E ESCREVA APENAS UM TEXTO SOBRE O TEMA (DE FORMA GERAL: PRECONCEITO RACIAL) OU ESCREVA UMA DISSERTAÇÃO ENGLOBANDO TODOS OS DEPOIMENTOS COMENTANDO-OS CONFORME É PEDIDO ABAIXO.
2ª ATIVIDADE: Dizer o que entendeu de cada trecho abaixo (escreva em poucas linhas, de forma objetiva, passe a ideia ao leitor de forma clara).
OBS: ENTREGAR A DOLORES, POIS VOU AVALIAR.

Preconceito racial está chegando ao fim?
No mundo todo, implantam-se e vigoram políticas mais efetivas contra a discriminação racial, que, cada vez mais, é punida com rigor. Será o fim do preconceito no mundo? O fato é que alguns negros passam a comandar empresas, outros são juízes, atletas de sucesso, grandes atores ou comunicadores. Em 2008, o salto foi maior: os norte-americanos elegeram Barack Obama para presidente da República. No Brasil, dizem que não existe preconceito, que somos uma sociedade multirracial e unida. Será mesmo? Obama, Lewis Hamilton, Naomi Campbell, Oprah Winfrey, o ministro Joaquim Barbosa, a atriz Taís Araújo revelam um mundo novo sem preconceitos? O que você acha: está acabando o preconceito aqui e no mundo?
ELABORE UMA DISSERTAÇÃO CONSIDERANDO AS IDEIAS A SEGUIR:
Uma história americana

"[...]. Sou filho de um homem negro do Quênia e de uma mulher branca do Kansas. Fui criado com a ajuda de um avô negro [...] e de uma avó branca que trabalhou em uma linha de montagem de bombardeiros [...] enquanto seu marido servia no exterior. Freqüentei algumas das melhores escolas dos Estados Unidos e vivi em uma das mais pobres nações do mundo. Sou casado com uma negra norte-americana que carrega o sangue de escravos e de donos de escravos - um legado que transmitimos a nossas duas amadas filhas. Tenho irmãos, irmãs, sobrinhas, sobrinhos, primos e tios de todas as raças e matizes, espalhados por três continentes e, por mais que eu viva, jamais me esquecerei de que em nenhum outro país do planeta minha história seria possível."

[Discurso de Barack Obama, na Filadélfia, em 19 de março de 2008]


Uma história brasileira

José Cruz/ABr
O ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes, do STF
"Em 1970, um adolescente pobre da cidade de Paracatu (MG) mudou-se para Brasília em busca de estudo. Formou-se e passou no vestibular para Direito, na Universidade de Brasília. Morou em várias repúblicas estudantis. Trabalhava das 23h às 6h. Dormia à tarde e estudava entre 18h e 22h. Formou-se, fez concurso público, melhorou a condição financeira e conseguiu fazer mestrado e doutorado na Universidade de Paris. (...) no dia 7 de maio de 2003, o menino pobre, filho de pedreiro e dona de casa, voltou a Brasília. Desta vez, para ser indicado a um posto na mais alta corte do país. Joaquim Benedito Barbosa Gomes [é] o primeiro negro a ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal."

[Thiago Vitale Jayme. Correio Braziliense: 8/5/2003.]













Dia da Consciência Negra



Folha Imagem


[Angeli, Folha de S. Paulo, 20 de novembro de 2008]


Outra história americana

"Universidade de Princeton, 1981: a jovem Catherine Brown [...] chegou ao dormitório da universidade. Encontrou uma negra e teria de dividir o quarto durante o ano letivo com ela. Quando a mãe soube da surpresa, telefonou para Deus e todo mundo, pedindo que mudassem sua filha de quarto. Era muita falta de sorte (...). O convívio com a negra seria um desperdício de companhia. A 'negrona' chamava-se Michele Robinson, atual senhora Barack Obama, diplomada por Princeton e Harvard." 

[Folha de S. Paulo. Caderno Brasil. 14/12/08, p. A10].


Outra história brasileira

"Sou negra, bisneta de africanos, tenho 23 anos, estudo direito em faculdade paga com meu salário de babá. Cuido de uma criança loira de olhos claros. O preconceito? Claro que não acabou. Sou a única negra da minha classe, os professores me olham diferente, sim. Minha patroa foi a terceira que me aceitou; as outras claramente não gostaram da minha cor e olhavam minhas mãos e dentes sem disfarçar. Se estou de cabelo afro, alguns me chamam 'negona'; se faço alisamento, dizem que quero virar branca; se estou bem vestida, exageram nos elogios, como se fossem muito necessários. A sociedade finge, e finge sempre, só isso."

[Laudicéia Maria do Nascimento, moradora do bairro dos Jardins, em depoimento para Márcia L. Guidin, 5/12/08].

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